A voz que atravessou gerações — da infância esquecida ao reconhecimento mundial
Cantor, Músico, Educador e Maestro com uma história viva de arte, resiliência e justiça histórica.
Nascido no Brasil, Agenor revelou seu talento ainda na infância[cite: 1]. Aos 12 anos, sua voz ficou eternizada na canção "Capitão de Areia", inspirada na obra de Jorge Amado e composta por Oswaldo Matheus e Zé do Violão[cite: 1].
Passando pelas mãos de João Araújo (pai de Cazuza), a canção retratava a dura realidade social dos meninos de rua em Salvador[cite: 1]. Apesar da sensibilidade, acabou sendo esquecida pela indústria na época... até ressurgir quase 60 anos depois[cite: 1].
Sob o pseudônimo de Marcello, viveu a efervescência da Jovem Guarda como contratado da gravadora CBS (a mesma de Roberto Carlos), gravando um compacto dirigido por Renato Barros e participando do famoso Programa Flávio Cavalcanti[cite: 1].
Após o serviço militar na banda do Exército, foi aprovado por Notório Saber no Coro Sinfônico da Orquestra Sinfônica Nacional (Rádio MEC), onde atuou por 11 anos, antes de se tornar o coordenador da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ[cite: 1].
Entre 2018 e 2020, o Maestro superou graves adversidades de saúde (um infarto e um quadro severo de COVID-19 em UTI) para testemunhar o resgate de sua arte[cite: 1].
Décadas após a gravação original, "Capitão de Areia" tornou-se um fenômeno viral estrondoso na Rússia, no TikTok e no Instagram, acumulando centenas de milhões de reproduções globais e motivando uma importante busca por reconhecimento autoral e justiça histórica[cite: 1].